Texto: Alexandre Penedo

Ontem, dia 19 de Novembro, perdemos Willi Pecher (1936), arquiteto urbanista formado no Mackenzie em 1964. Junto com Rosendo Mourão e Luiz Erasmo de Moreira, Willi Pecher compôs a tríade de arquitetos locais que deram continuidade ao movimento moderno em São José dos Campos, após a passagem de renomados arquitetos como Rino Levi, Oscar Niemeyer, Carlos Millan, Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha.

Durante o período de meus estudos, denominei esse movimento como Arquitetura Moderna Joseense, uma fusão de influências da escola carioca e da escola brutalista paulista.

O mais jovem do grupo, Willi Pecher, trilhou diversos caminhos, ora pela chamada Arquitetura Social de Richard Neutra, evidente nos projetos de escolas municipais e em algumas residências, ora pela escola brutalista paulista, notada em diversas casas, incluindo sua própria residência e o parlatório da universidade.

Discreto e esquivo a entrevistas, a obra de Willi Pecher merece uma análise aprofundada. Sua partida representa uma grande perda para a cidade e para a arquitetura local, deixando um respeitável legado de obras e projetos.

Obrigado, Willi Pecher!


Imagens: Livro “Arquitetura Moderna: São José dos Campos”, última imagem capturada na casa de praia do arquiteto em 2010, com a presença de Ademir Pereira, Ricardo Piva, Willi Pecher, Ricardo Veiga e Alexandre Penedo.

Ademir Pereira, Ricardo Piva, Willi Pecher, Ricardo Veiga e Alexandre Penedo

📸 Sequência de imagens:

Rodoviária de São José dos Campos
SB Turismo
Escada de acesso ao atelier do arquiteto
Residência do arquiteto Willi Pecher
Edifício Nacional
Edifício Saint James
Parlatório da Univap

Texto: Alenxadre Penedo